Na prática clínica, cada paciente chega com uma necessidade diferente. Pode ser uma preocupação com a flacidez durante um processo de perda de peso, a preparação para a gravidez, os desafios de uma recuperação pós-cirúrgica ou uma dor que já se tornou parte do dia a dia.
A Fisioterapia procura olhar para além do sintoma ou daquilo que é visível. Através de uma abordagem individualizada, o objetivo é compreender o que cada corpo precisa, em cada fase, e encontrar a melhor forma de o tratar.
Quatro das nossas melhores fisioterapeutas partilham a sua experiência e abordam diferentes casos onde o acompanhamento faz toda a diferença.
“O que pensei foi: se isto me acontece a mim, que tenho cerca de 8 kg para perder, imagino nas minhas pacientes.
Foi precisamente isso que me levou a desenvolver um protocolo que começa logo no início da perda de peso. A ideia é acompanhar a pessoa desde o momento em que inicia, por exemplo, o Mounjaro, e manter esse acompanhamento ao longo de todo o percurso.
Comecei há mais de quatro meses e, desde então, tenho desenvolvido protocolos direcionados para a prevenção da flacidez. Recorrendo à nossa radiofrequência médico-estética Exilis e também à mesoterapia, com ativos que ajudam na remodelação e qualidade da pele.
O acompanhamento é feito, habitualmente, uma vez por semana, permitindo avaliar a evolução da pele e adaptar o tratamento às necessidades específicas.
O objetivo é ajudar a preservar, tanto quanto possível, a qualidade e a firmeza da pele durante este processo, para que, depois de atingirem o pretendido, a flacidez não se torne uma das principais queixas.
Afinal, perder peso é apenas uma parte. É também importante pensar na forma como os tecidos e a pele acompanham essa transformação.”
“Se o objetivo é engravidar, como é óbvio, durante a gravidez vai existir um aumento progressivo da pressão abdominal e pélvica. Por isso, é importante tentarmos antecipar e preparar essa mudança.
Situações como espirrar ou tossir aumentam ainda mais a pressão dentro do abdômen. Se, nesses momentos, fizermos uma ativação inadequada e empurrarmos essa pressão para baixo, estamos a aumentar ainda mais a carga sobre os músculos do pavimento pélvico, que já estão a suportar o peso adicional da gravidez.
O objetivo não é criar uma contração excessiva, mas sim aprender a suportar e gerir esta pressão de forma adequada.
Podemos pensar nisto como uma espécie de “cinta” ativa: uma ativação coordenada dos músculos que ajudam a dar suporte ao abdómen e ao pavimento pélvico.
A ideia é preparar o corpo para acompanhar as alterações da gravidez, trabalhando a capacidade de suportar e gerir as diferentes pressões que vão surgindo ao longo deste processo.”
“A maioria das pessoas, no dia seguinte à cirurgia, idealiza que vai estar impecável. Mas nem sempre é assim.
O período pós-operatório inicial pode ser bastante desafiante, sobretudo nos vemos, pela primeira vez, depois da cirurgia. Quando falamos de pós-operatório no contexto da cirurgia plástica, existe muitas vezes esta expectativa: ‘Vou fazer a cirurgia e, logo a seguir, vou ficar bem.’
E, quando isso não acontece, pode ser frustrante. Podemos deparar-nos com um edema, que por vezes é bastante significativo e até assustador. Com dor e com uma cicatriz que, nos primeiros tempos, pode ter um impacto visual maior do que aquilo que estávamos à espera.
Lidar com todas estas alterações sozinha pode ser difícil. É precisamente aqui que o acompanhamento especializado faz diferença.
Existem diferentes técnicas e métodos, ao longo das várias fases da recuperação, sempre de acordo com a evolução individual.
Numa fase inicial, quando existe mais inflamação e edema, o objetivo passa por ajudar a gerir essa fase de recuperação. Mais tarde, podemos direcionar o trabalho para a cicatriz e para a qualidade dos tecidos. Quando necessário, para situações como fibroses, que podem causar dor, limitar a mobilidade dos tecidos e comprometer o resultado estético da cirurgia.
O pós-operatório é, por isso, um processo. Não acontece tudo no dia seguinte à cirurgia. O acompanhamento permite-nos adaptar o tratamento a cada fase da recuperação, desde os primeiros dias até às etapas mais avançadas da cicatrização.”
“Às vezes, as pessoas chegam até nós precisamente por aquilo que vêem ao espelho: a flacidez, a celulite ou outras alterações que as incomodam a nível estético.
Mas, muitas vezes, durante a avaliação ou simplesmente numa conversa, percebemos que existe também outra questão que já faz parte e à qual a pessoa se habituou. Por exemplo: ‘Ando há três meses com uma dor no ombro’ ou ‘Tenho tido dores nas costas há algum tempo’.
Como é uma dor com a qual já convivem há algum tempo, acabam por normalizá-la e por não procurar ajuda. No entanto, apesar de não ser algo tão visível como uma alteração estética, pode ter um impacto significativo na funcionalidade.
É aqui que existe uma diferença importante. Enquanto alguns tratamentos estão mais direcionados para questões estéticas, noutros o foco está sobretudo na dor, no movimento e na recuperação da função.
É um trabalho mais profundo e direcionado para aquilo que realmente está a limitar a pessoa no seu dia a dia.”
Estes quatro testemunhos mostram diferentes formas de olhar para a Fisioterapia: não apenas para aquilo que vemos, mas também para aquilo que sentimos e para a forma como funciona.
Porque cuidar do corpo não é apenas tratar um problema. É compreender o que está a acontecer e respeitar cada etapa da recuperação.

Na MJ Clinic, não é necessário existir uma cirurgia ou uma condição instalada para iniciar cuidados. A nossa filosofia baseia-se na valorização do corpo ao longo de todo o ano, promovendo equilíbrio, funcionalidade e confiança.